quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Jovem-futuro

Há vinte anos escrevi essa redação. Encontrei-a perdida nos meus pertences.

"Jovens rebeldes. jovens revoltados. Jovens perdidos. Muitos pensam desta forma ao se referir à juventude dos anos 90.
Desde que nascemos aprendemos o que é certo e errado. A educação dada pela família é um veículo para que ao se deparar com a realidade não nos percamos na vida. Porém, será que sempre seguimos os princípios dos nossos pais?
Ao amadurecer, o jovem desenvolve sua própria personalidade. Seguindo seus impulsos erra e acerta, tendo em mente que já é autosuficiente. Sonha, afinal o jovem é uma fábrica de sonhos. Luta. Insiste.
Futuro incerto. Medo. Constrói sua própria família. Educação. Recordação. Dúvida. Será que os seus princípios prevalecerão ou serão os dos seus pais? Na hora do aperto, a influência exercida na sua infância será mais forte do que qualquer outra. Logicamente, a criação de seus filhos será diferente  da sua, porém com traços de sua infância e educação, pois ninguém muda totalmente."

domingo, 23 de dezembro de 2012

FINAL DE 2012!


Sim, 2012 foi um ano que me presenteou com muitos cabelos brancos.
Vocês acreditam que mesmo faltando tão pouco para terminar o ano, ele continua complicadinho?????
Mas falemos de coisas boas, de bons momentos e como esse blog é o espaço que eu selecionei para falar sobre as minhas experiências como professora, então vamos lá...
Finalizei o ano letivo com chave de ouro!
Dia 13 de dezembro minhas crianças fizeram uma homenagem linda ao grande Luiz Gonzaga.
Não foi apenas uma simples homenagem, não.
Antes do produto final houve muito envolvimento por parte delas. Comentei sobre a estreia do filme Gonzaga de pai para filho e disse que infelizmente não tinha como levá-las ao cinema, pois o dinheiro que eu tinha guardado já estava destinado a um passeio que havia prometido e para as lembrancinhas de final de ano.
Depois de alguns dias, um aluno veio com uma cópia pirata, gravação feita dentro do cinema e pediu para colocar para a classe. Sinto muito, eu não sou hipócrita, sou a favor da circulação de informações! Pedi para que instalassem o telão na sala de aula e assistimos juntos o filme. Todos felizes e compenetrados. Depois ganhei de uma aluna um cd cheio de mp3 do Rei do Baião.
Em casa, assistiram os documentários passados nas redes de televisão e a apresentação final não poderia ter sido melhor.
Para representar o Luiz Gonzaga elegi o aluno que mais problema me deu durante o ano. Ressaltei a importância dele para a apresentação e ele ficou super feliz em poder colaborar.
As crianças tocaram instrumentos feitos de sucata.
O "Luiz Gonzaga" tocou um triângulo que comprei para o evento e eu enfrentei a vergonha e o medo, toquei as canções no violão junto com o acompanhamento das crianças. Detalhe: não sei tocar nada! Santo youtube!
Ver o rostinho de satisfação delas se apresentando para a família não tem preço que pague!!!
Ano que vem é o centenário do meu amado Vinicius de Moraes, e estou já pensando no que fazer!
Não consigo desligar, meu pensamento é frenético e minha alma inquieta.
Essa sou eu: uma professora apaixonada pela sua profissão, maluca por natureza, que ama aprender e errar junto com a sua turma e que sonha com um mundo melhor para as suas crianças.

QUE VENHA 2013, já que o mundo não acabou! =)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aprender...


Pedi para que as minhas crianças escrevessem uma retrospectiva do ano de 2012.
Fiquei extremamente emocionada ao ler a redação de uma aluna.
Transcreverei abaixo um pequeno trecho:
" Eu aprendi muito mais do que contas. Eu aprendi o respeito, a trabalhar em grupo, a respeitar o meio ambiente, a importância que é ter amigos e o mais importante a ter com quem desabafar, em quem confiar para falar o que você sente."
Eu tenho muito orgulho dos meus alunos, muito mesmo. Com todos os problemas e dificuldades enfrentados diariamente, sou uma pessoa profissionalmente realizada.
Eu aprendo muito mais do que ensino.
Fico extremamente entristecida quando ouço algumas falas de professores referindo-se aos seus alunos de uma maneira tão sem amor!
Concordo que é uma profissão difícil, lidar com seres em formação em todos os aspectos não é fácil, mas se está infeliz e de saco cheio (desculpem a expressão), então procure outra coisa para fazer.
A infelicidade não  combina comigo. E a minha sala de aula é o lugar onde mais me sinto  completa.