sexta-feira, 4 de maio de 2012
Romero Britto e Benedito Calixto
A minha ansiedade era bem maior que a deles.
Nosso passeio à Pinacoteca Benedito Calixto para prestigiar a exposição do Romero Britto foi simplesmente perfeita.
As crianças amaram, se comportaram muito bem!
Fizeram perguntas pertinentes, absorveram cada detalhe do local.
Poucas vezes tive que chamar a atenção da galera.
No final, fizemos um delicioso piquenique atrás do casarão, aqueles que não tinham levado lanche não passaram fome. Todos compartilharam ... aprenderam a dividir bem melhor do que nas atividades matemáticas!
Fiquei cheia de orgulho, no dia seguinte, fui elogiá-los, para quê?????
Grrrrr!!!!!!
Coisas do cotidiano!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Dores proibidas
Toda criança deveria ter o direito e a obrigação de ser feliz!
O sofrimento e as dores na alma deveriam ser apenas dos adultos. As lágrimas surgiriam quando elas começassem o período da adolescência.
Seria mais do que proibido fazer mal, qualquer mal, a um ser teoricamente imaculado e inocente.
Como dói meu coração, quando em momentos de espontaneidade, no desabafo contam coisas como se fossem normais e corriqueiras, mas sempre com muita verdade e dor. Os olhos aos poucos perdem o brilho e a vivacidade, e isso me dilacera a alma...
Muitas vezes, gostaria de ser ignorante, acreditar que todas as Alices pudessem viver num país verdadeiramente das maravilhas, que todas as Feras fossem sempre belas e que os lobos maus tivessem sempre seu final merecido. Um mundo em que todas as crianças pudessem viver felizes para sempre.
Gostaria de arrancar dos pequenos e intensos peitos suas mazelas e plantar sementes de amor, esperança, coragem !!!!
Mas sou apenas mais uma professora....
O sofrimento e as dores na alma deveriam ser apenas dos adultos. As lágrimas surgiriam quando elas começassem o período da adolescência.
Seria mais do que proibido fazer mal, qualquer mal, a um ser teoricamente imaculado e inocente.
Como dói meu coração, quando em momentos de espontaneidade, no desabafo contam coisas como se fossem normais e corriqueiras, mas sempre com muita verdade e dor. Os olhos aos poucos perdem o brilho e a vivacidade, e isso me dilacera a alma...
Muitas vezes, gostaria de ser ignorante, acreditar que todas as Alices pudessem viver num país verdadeiramente das maravilhas, que todas as Feras fossem sempre belas e que os lobos maus tivessem sempre seu final merecido. Um mundo em que todas as crianças pudessem viver felizes para sempre.
Gostaria de arrancar dos pequenos e intensos peitos suas mazelas e plantar sementes de amor, esperança, coragem !!!!
Mas sou apenas mais uma professora....
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Amor bandido
Já ouviram falar de amor bandido???
Esse é o meu pela Educação!
Reclamo, choro , sofro, me estresso e.... e... NÃO VIVO SEM!
Esse ano a turma é muito difícil. Cheia de problemas de todas as ordens, e a professora desordenada acaba querendo rasgar a orelha com o garfo!
Até meu querido blog tem ficado à margem disso tudo.
Ontem foi dia do nosso amado Monteiro Lobato, falei um pouco a respeito sobre a sua vida e obra, disse sobre uma atividade que eles deverão realizar durante o ano inteiro e dei um problema de matemática, com as datas de nascimento e morte e pedi para que fizessem os cálculos:
a) se ele estivesse vivo, quantos anos estaria fazendo?
b) quanto tempo fará que ele morreu?
Perguntei do porquê de estar usando o verbo no futuro na segunda questão.
Monteiro Lobato faleceu num mês de julho e a resposta que eu gostaria que eles me dessem era simples: não chegamos ainda no mês da sua morte!
Academia para quê??? Suei mais do que 300 abdominais e depois de muito, mas muito, esforço consegui a resposta !
Ufa!
Hoje, dei duas atividades diferenciadas. Uma que deu certo no ano passado e eu repeti: a pintura corporal (apenas nos punhos) em homenagem ao dia do índio, e a outra de arte baseada na obra do Romero Britto (meus anjos vão na exposição dele).
A atividade era em grupo, sobre o tnt um dos integrantes deitaria e um outro faria o seu contorno. Depois dividiriam o desenho conforme o artista faz em sua obra e deveriam colorir.
Interessante presenciar como os grupos reagiram durante a realização da proposta. Apenas um grupo, que fiquei surpresa, não conseguiu chegar a um bom senso. Brigaram o tempo todo, um que não prestou atenção nas aulas esculhambou com tudo, os outros reclamaram, não se uniram, não compartilharam, enfim... UM CAOS.
Depois conversei com a sala de aula sobre o que observei e discutimos algumas situações que um irá precisar ajudar o outro. A vida é assim...
Cheguei em casa exausta....muito...
Exausta e feliz....
Esse é o meu pela Educação!
Reclamo, choro , sofro, me estresso e.... e... NÃO VIVO SEM!
Esse ano a turma é muito difícil. Cheia de problemas de todas as ordens, e a professora desordenada acaba querendo rasgar a orelha com o garfo!
Até meu querido blog tem ficado à margem disso tudo.
Ontem foi dia do nosso amado Monteiro Lobato, falei um pouco a respeito sobre a sua vida e obra, disse sobre uma atividade que eles deverão realizar durante o ano inteiro e dei um problema de matemática, com as datas de nascimento e morte e pedi para que fizessem os cálculos:
a) se ele estivesse vivo, quantos anos estaria fazendo?
b) quanto tempo fará que ele morreu?
Perguntei do porquê de estar usando o verbo no futuro na segunda questão.
Monteiro Lobato faleceu num mês de julho e a resposta que eu gostaria que eles me dessem era simples: não chegamos ainda no mês da sua morte!
Academia para quê??? Suei mais do que 300 abdominais e depois de muito, mas muito, esforço consegui a resposta !
Ufa!
Hoje, dei duas atividades diferenciadas. Uma que deu certo no ano passado e eu repeti: a pintura corporal (apenas nos punhos) em homenagem ao dia do índio, e a outra de arte baseada na obra do Romero Britto (meus anjos vão na exposição dele).
A atividade era em grupo, sobre o tnt um dos integrantes deitaria e um outro faria o seu contorno. Depois dividiriam o desenho conforme o artista faz em sua obra e deveriam colorir.
Interessante presenciar como os grupos reagiram durante a realização da proposta. Apenas um grupo, que fiquei surpresa, não conseguiu chegar a um bom senso. Brigaram o tempo todo, um que não prestou atenção nas aulas esculhambou com tudo, os outros reclamaram, não se uniram, não compartilharam, enfim... UM CAOS.
Depois conversei com a sala de aula sobre o que observei e discutimos algumas situações que um irá precisar ajudar o outro. A vida é assim...
Cheguei em casa exausta....muito...
Exausta e feliz....
sexta-feira, 23 de março de 2012
Quero colo!
Esse ano estou me sentindo tão enfraquecida....
Sinceramente, não quero mais classe de inclusão. Não tenho emocional para isso. Não é falta de amor, e sim falta de estrutura psicológica.
Não tenho feito meu papel direito.
Tô me sentindo sozinha, sem amparos...
Quero gritar, fugir... não posso...
Tenho pensado em largar a Educação, por amar demais .... amar e não ter o poder de fazer nada... nada!
Nas minhas mãos tem vidas.... com tantas dores e dissabores.
Não sei se aguentarei.
Por conta de adultos inconsequentes, sem amor próprio e ao próximo, fazem filhos e jogam-os ao mundo sem se importar o que serão deles....
Escrevo essas linhas molhando meu teclado pensando na minha aluna que achei que tivesse caído morta por conta de uma convulsão....
Pensando na minha outra pequena, tão "desamada" pela vida que se viu obrigada a se armar da pior maneira que existe, criando um mundo de mentiras e envolvendo outras crianças inocentes.
Nos meus dois meninos que já com idade avançada não são alfabetizados e que nem sei se tenho competência para ajudá-los. Amor não alfabetiza.
Na minha sapequinha, sem a presença materna, que tem como referência essa professora tão machucada e cansada... e que essa professora precisa muitas vezes fazê-la ferir para que ela possa entender alguns detalhes da vida.
E tantos outros... tantos.. tantos....
O que eu posso fazer em um ano só?
Só tenho que pedir a misericórdia de Deus... para mim e para eles...
Acho que escolhi a profissão errada, é... bem por aí!
Sinceramente, não quero mais classe de inclusão. Não tenho emocional para isso. Não é falta de amor, e sim falta de estrutura psicológica.
Não tenho feito meu papel direito.
Tô me sentindo sozinha, sem amparos...
Quero gritar, fugir... não posso...
Tenho pensado em largar a Educação, por amar demais .... amar e não ter o poder de fazer nada... nada!
Nas minhas mãos tem vidas.... com tantas dores e dissabores.
Não sei se aguentarei.
Por conta de adultos inconsequentes, sem amor próprio e ao próximo, fazem filhos e jogam-os ao mundo sem se importar o que serão deles....
Escrevo essas linhas molhando meu teclado pensando na minha aluna que achei que tivesse caído morta por conta de uma convulsão....
Pensando na minha outra pequena, tão "desamada" pela vida que se viu obrigada a se armar da pior maneira que existe, criando um mundo de mentiras e envolvendo outras crianças inocentes.
Nos meus dois meninos que já com idade avançada não são alfabetizados e que nem sei se tenho competência para ajudá-los. Amor não alfabetiza.
Na minha sapequinha, sem a presença materna, que tem como referência essa professora tão machucada e cansada... e que essa professora precisa muitas vezes fazê-la ferir para que ela possa entender alguns detalhes da vida.
E tantos outros... tantos.. tantos....
O que eu posso fazer em um ano só?
Só tenho que pedir a misericórdia de Deus... para mim e para eles...
Acho que escolhi a profissão errada, é... bem por aí!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.....
Vocês já viveram dias que parecem infindáveis?
Dias terríveis?
Tudo o que você faz ou tenta fazer não dá certo?
Você já teve vontade de jogar tudo pro alto e recomeçar uma nova vida em outros horizontes?
Pois é....
Estou em crise...
Emocional, financeira, profissional, pessoal, e blá blá blá....
Ando duvidando até do amor que tenho pela minha profissão...
Um sonho com vestes de pesadelo....
Dói perceber que o importante são carteiras enfileiradas impedindo o conhecimento circular livremente pela sala de aula...
Dói olhar para os olhos de um aluno teu e ver a maldade imperando disfarçada e nos lábios um sorriso dúbio ... Maldade e carência...
Dói saber de vidas tão intensas e duras e sentir a impotência tomando conta do seu ser...
Dói....
Dói..
Dói ser humano e ser incapaz de abraçar o que não se pode!!! Como dói....
Dias terríveis?
Tudo o que você faz ou tenta fazer não dá certo?
Você já teve vontade de jogar tudo pro alto e recomeçar uma nova vida em outros horizontes?
Pois é....
Estou em crise...
Emocional, financeira, profissional, pessoal, e blá blá blá....
Ando duvidando até do amor que tenho pela minha profissão...
Um sonho com vestes de pesadelo....
Dói perceber que o importante são carteiras enfileiradas impedindo o conhecimento circular livremente pela sala de aula...
Dói olhar para os olhos de um aluno teu e ver a maldade imperando disfarçada e nos lábios um sorriso dúbio ... Maldade e carência...
Dói saber de vidas tão intensas e duras e sentir a impotência tomando conta do seu ser...
Dói....
Dói..
Dói ser humano e ser incapaz de abraçar o que não se pode!!! Como dói....
sexta-feira, 9 de março de 2012
Errar dói...
O erro faz parte da construção do acerto, mas dói, tira o sono, nos deixa atordoados. Ao menos para mim.
Essa semana errei com uma aluna. Sou humana, mas não posso ser quando estou na minha sala de aula.
Por ora, prefiro ficar em silêncio curtindo a minha dor e reelaborando para que eu consiga ver um novo amanhecer.
Minha sala de aula está aberta para todos. Nunca fecharei as portas para ninguém e mesmo aqueles que por vezes a gente tem vontade de pedir para se retirar, eu sempre os seguro pertinho de mim.
Por contrapartida, nem todos pensam como eu , e dessa forma alguns alunos que "não se adaptaram" aos outros professores estão entrando na minha sala.
Só que ela está cheia , repleta de problemas pedagógicos. Estou com dois analfabetos, um nem as vogais reconhece. Esse, talvez, possa sim ser dislexico pelo o que eu estou observando com meus olhos leigos.
Outros tem uma dificuldade enorme de acompanhar a sala....
Vidas cheias de complexidade para tão tenra idade ajudam essas crianças a estarem com a cabeça mais avoada.
E eu tendo que dar conta de tudo.
Saio exaurida, com vontade de colo.
Um colo inexistente.
- Professora, confio no seu trabalho! - foram as palavras do meu diretor. Fico feliz pela confiança, mas não sou uma super mulher. Tenho fraquezas e limitações...
Será que aguentarei????
PS. Hoje chegou uma assistente para me ajudar com o meu aluno especial. O bom que ela parece ser uma pessoa dedicada e amorosa. Que Deus a abençoe e que eu não esteja enganada a seu respeito...
Essa semana errei com uma aluna. Sou humana, mas não posso ser quando estou na minha sala de aula.
Por ora, prefiro ficar em silêncio curtindo a minha dor e reelaborando para que eu consiga ver um novo amanhecer.
Minha sala de aula está aberta para todos. Nunca fecharei as portas para ninguém e mesmo aqueles que por vezes a gente tem vontade de pedir para se retirar, eu sempre os seguro pertinho de mim.
Por contrapartida, nem todos pensam como eu , e dessa forma alguns alunos que "não se adaptaram" aos outros professores estão entrando na minha sala.
Só que ela está cheia , repleta de problemas pedagógicos. Estou com dois analfabetos, um nem as vogais reconhece. Esse, talvez, possa sim ser dislexico pelo o que eu estou observando com meus olhos leigos.
Outros tem uma dificuldade enorme de acompanhar a sala....
Vidas cheias de complexidade para tão tenra idade ajudam essas crianças a estarem com a cabeça mais avoada.
E eu tendo que dar conta de tudo.
Saio exaurida, com vontade de colo.
Um colo inexistente.
- Professora, confio no seu trabalho! - foram as palavras do meu diretor. Fico feliz pela confiança, mas não sou uma super mulher. Tenho fraquezas e limitações...
Será que aguentarei????
PS. Hoje chegou uma assistente para me ajudar com o meu aluno especial. O bom que ela parece ser uma pessoa dedicada e amorosa. Que Deus a abençoe e que eu não esteja enganada a seu respeito...
quinta-feira, 1 de março de 2012
Doce Matemática...
Tenho meus pensamentos noturnos... Gostaria de me desligar mas não consigo. Talvez seja a minha inexperiência, ou talvez a falta de um filho para realmente eu voltar toda a minha energia.
Realmente eu não sei.... mas que penso e repenso nos meus alunos, só eu e Deus sabemos!
Cada pequeno progresso, cada pequeno passo em direção ao sucesso dado pelos meus pequenos, me fazem sorrir a toa.
Como já sabia, esse ano é um ano especial. Cheio de desafios profissionais e pessoais.
Ontem, conversando com a pedagoga da escola, ela me deu algumas dicas para trabalhar com a divisão e a subtração principalmente com um aluno que tem muitas dificuldades. Percebendo que a sala também está precisando de alguns estímulos, resolvi levar umas caixinhas de Sem Parar para dar minha explicação e realizar minha atividade.
De uma maneira lúdica e simples, mostrei como é legal dividir e subtrair.
Demonstrei como realizar as contas na base do concreto.
Então, depois de toda a teoria, lancei um desafio.
Perguntei:
Se eu tenho 80 doces e vou dividir para 22 alunos, quanto cada aluno receberá?
Alguns resmungos surgiram, afinal seriam dois números na chave... para quem tem dúvida com um!!!!
Disse que era apenas para eles se esforçarem um pouquinho e quebrarem um pouco a cuca!
Várias hipóteses apareceram, todas erradas. Até que para a minha surpresa o aluno que apresenta o mistério ainda não desvendado deu a resposta correta!!!!
Dividi os doces, e mostrei o quanto sobrou!
Fiz uma grande festa !!!!! O sorriso dele se abriu... e o meu coração vibrou de alegria!
Depois disso, ele fez várias contas de dividir com sucesso!!!
Agora tenho que bater na mesma tecla para que não caia no esquecimento....
Apesar de hoje eles estarem terríveis, consegui deixar o nosso dia com mais "doçura" e aprendizado!
Realmente eu não sei.... mas que penso e repenso nos meus alunos, só eu e Deus sabemos!
Cada pequeno progresso, cada pequeno passo em direção ao sucesso dado pelos meus pequenos, me fazem sorrir a toa.
Como já sabia, esse ano é um ano especial. Cheio de desafios profissionais e pessoais.
Ontem, conversando com a pedagoga da escola, ela me deu algumas dicas para trabalhar com a divisão e a subtração principalmente com um aluno que tem muitas dificuldades. Percebendo que a sala também está precisando de alguns estímulos, resolvi levar umas caixinhas de Sem Parar para dar minha explicação e realizar minha atividade.
De uma maneira lúdica e simples, mostrei como é legal dividir e subtrair.
Demonstrei como realizar as contas na base do concreto.
Então, depois de toda a teoria, lancei um desafio.
Perguntei:
Se eu tenho 80 doces e vou dividir para 22 alunos, quanto cada aluno receberá?
Alguns resmungos surgiram, afinal seriam dois números na chave... para quem tem dúvida com um!!!!
Disse que era apenas para eles se esforçarem um pouquinho e quebrarem um pouco a cuca!
Várias hipóteses apareceram, todas erradas. Até que para a minha surpresa o aluno que apresenta o mistério ainda não desvendado deu a resposta correta!!!!
Dividi os doces, e mostrei o quanto sobrou!
Fiz uma grande festa !!!!! O sorriso dele se abriu... e o meu coração vibrou de alegria!
Depois disso, ele fez várias contas de dividir com sucesso!!!
Agora tenho que bater na mesma tecla para que não caia no esquecimento....
Apesar de hoje eles estarem terríveis, consegui deixar o nosso dia com mais "doçura" e aprendizado!

