Bem, vamos as novidades. Algumas boas, outras nem tanto!
Tenho um aluno que desde o primeiro dia de aula, antes mesmo dele dizer: "presente", senti que algo não andava muito bem.
É uma criança muito bonita, porém quieta e distante. Sua cabeça nunca está dentro da sala de aula, seu olhar está em outras direções. Está sempre sonolento, não se concentra... Chamei a mãe para conversar, ela não compareceu. Foram até a casa dela, mas apenas as crianças se manifestaram dizendo que não havia ninguém ali.
No momento da brincadeira, ele caiu e se machucou. Para localizar a mãe foi muito difícil, mas com a graça de Deus conseguimos. E foi a partir daí que conhecemos a história do meu pequeno.
Resumindo, ele com apenas 10 anos é o homenzinho da casa.
Chorei por três dias. Chorei por ele, por mim, pela indiferença e naturalidade que é tratada a dor alheia. Chorei porque percebi que o mundo cada dia que passa está mais frio. Não quero me esfriar nunca.
Todas as noites oro por ele. E espero que Deus o abençoe na sua infinita bondade.E o que eu puder fazer, farei.
Bem, na minha aula de Arte dei Beethoven para a molecada e com a ajuda de um amigo ensinei o início da 9ª Sinfonia no teclado que estava parado na escola. Foi uma loucura! Uma aula deliciosa. Fora a surpresa que eu tive com uma aluna de inclusão, que toda concentrada e responsável, tocou direitinho, por ser a sua primeira vez diante de um instrumento musical.
Gente, é ou não é para ficar radiante??????
Minha profissão tem desses paradoxos: felicidade x tristeza, preocupação x satisfação, sentimentos diversos que caminham juntos, lado a lado, que nos desafiam e nos impulsionam sempre a procura de novas alternativas, novos horizontes.
Eu sou feliz, extremamente feliz.



