Foi muito interessante, sempre existe aqueles que são engraçadinhos que gostam de fazer piadas, mas existe os esforçados, que gostam de opinar, não temendo a opinião do outro.
E hoje, fiquei extremamente feliz com o "grito" de um aluno que mal abre a boca na sala de aula.
Ao perguntar quais os sentimentos que estavam ali expressados, ele disse:
- O sapato dele está apertado.
Houve burburinhos e risadinhas paralelas, e perguntei porque estavam rindo.
- Ele não tem pé - respondeu o esperto.
- Você não vê os pés dele, mas será que ele tem? Será que ele não tem? E se ele estiver mesmo usando um sapato apertado? Quem pode garantir que a resposta do nosso amigo está errada?
O menino olhou para mim , e ficou pensativo.
Pedi para que eles fizessem uma releitura, que não e prendessem apenas na figura do livro, mas para que eles dessem o seu próprio grito.
Foi difícil , me pareceu que as aulas de artes são apenas para reproduzir , copiar a obra do outro. Foram poucos os que ousaram. Tudo é uma questão de tempo!!!!
Espero que pela frente muitos outros gritos surjam durante as aulas!

Um comentário:
Muito legal esse seu trabalho com as crianças. Ensinando-as a pensar mais além, o resto fica sempre mais fácil. A cada vez que penso na Educação em nosso país, tenho vontade de dar um grito de Munch. Um grito de horror! Continue, Lu. Este é um desafio que vale a pena. Beijos :*
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