terça-feira, 7 de setembro de 2010

7º Congresso Rio de Educação

7º Congresso Rio de Educação


Nos dias 27 e 28 de agosto, foi realizado o 7º Congresso Rio de Educação, reunindo grandes nomes da área.
Apesar da minha indignação com a minha classe profissional, eu tive dois dias de puro êxtase.
Pela primeira vez senti meu cérebro caminhar lado a lado com a minha emoção.




Depois da abertura, o primeiro palestrante foi o  ex Secretário da Educação e Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita.
O título da sua palestra era: Saberes em Movimento, onde ele faz uma reflexão do ofício do educador.
"Será que realmente eu nasci para isso?", e cita como exemplo Clarice Lispector :


“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”


E é com base no amor e no olhar mais humano que o ofício do  professor está interligado na transformação dos seus alunos e na reflexão pessoal.
Explanou bastante sobre a relação professor X aluno, tanto afetiva como profissional.
E terminou dizendo que o ofício de educar é movimentado com amor.
Depois, tivemos o prazer de ouvir a psicóloga especialista em educação Rosely Sayão falando sobre Família e Limites.
Fez um panorama histórico da família brasileira. Dividiu em dois tempos: antes de 1970 e após 1970. Fazendo uma comparação bastante interessante, dizendo que as crianças não estão mal educadas como dizem os pais,  os professores e a sociedade. Elas estão sim, muito bem educadas para o mundo que vivemos hoje: consumista e imediatista.
Até então, eu tinha curtido muito as palestras, e como os palestrantes expuseram os temas de maneira clara e concisa.
Então teve um breve intervalo para que pudéssemos assistir a última palestra.
Sabia da competência do palestrante, mas estava no fundo receosa. Pois fiquei com medo que fosse mais um daqueles intelectuais que falam, falam, e que todo mundo fica com cara de ponto de interrogação no meio da testa.
Então, para minha plena felicidade, me enganei.
Demétrio Magnoli é fascinante. Convivência nas diferenças era o tema da sua fala,  e qualquer coisa que eu escreva aqui é absolutamente insignificante perto do que eu ouvi.
Assim que minhas finanças voltarem ao normal, comprarei o seu último livro: Uma gota de sangue
O segundo dia foi tão bom quanto o primeiro.
Artur Motta com o tema Biodiversidade e escola: a natureza do humano é a cultura, nos fez perceber quão grande e rico é o universo escolar, com todas as suas diferenças existentes e o quanto isso pode ser positivo no processo ensino-aprendizado.
Sempre tive interesse em entender e conhecer melhor as crianças com Síndrome de Down, por isso optei em ouvir o palestrante Moacyr Daemon, que além de fonoaudiólogo, trabalhou como consultor da Rede Globo na novela Páginas da Vida que mostrava as dificuldades, preconceitos de uma personagem com a síndrome.
Foi muito interessante e produtivo ver de perto o trabalho sério realizado por esse nomeado profissional, e de como acontece todo o desenvolvimento dessas crianças. 
Fazendo uma ponte com a fala do Chalita, o principal fator motivador que essas crianças precisam é amor. 
Depois foi a vez de Rita Ribes , entre outros, coordenadora do Grupo de Pesquisa: Infância, Mídia e Educação, falar a respeito desses problemas que acontecem dentro do âmbito escolar, não apenas em escolas  particulares mas como públicas, pois é evidente como as crianças independente da classe social se deixam levar pelo consumismo excessivo.
Para finalizar o segundo dia, fechando com chave de ouro, ouvi uma palestra que está abrindo muito a minha mente em relação como trabalhar a Leitura em sala de aula. 
Suzana Vargas, trabalha na  Casa da Leitura/Proler, é a criadora e coordenadora há 14 anos da Estação das Letras. Conta com 15 livros publicados.
Uma indagação minha  que ficou foi: como fazer com que a leitura torne-se mais interessante e fascintante que  o mundo tecnológico em que estamos vivendo? Um mundo em que as crianças tem prazeres imediatos em que  não precisam se esforçar muito para aprender e entender o que está em jogo. Como????
Tenho trabalhado de maneiras diversas com meus pequenos, espero que um dia o efeito desejado aconteça.
Fé, perseverança, estudo, amor e muito trabalho, sei que caminham comigo.. e quem caminha, um dia chega ao local desejado! 

Material do Sinepe Rio falando sobre o Congresso
Clique aqui

2 comentários:

M. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
M. disse...

Realmente um grande evento na área da Educação. Tenho certeza de que você cresceu mais um pouquinho ao participar desta experiência. Admiro sua vontade de crescer e expandir a mente, de modo a devotar todo esse aprendizado aos seus alunos. Ainda hei de lhe ver como palestrante num desses Congressos!

É preciso pensar e fecundar ideias para uma Educação melhor!

bjs
M.