Nos dias 27 e 28 de agosto, foi realizado o 7º Congresso Rio de Educação, reunindo grandes nomes da área.
Apesar da minha indignação com a minha classe profissional, eu tive dois dias de puro êxtase.
Pela primeira vez senti meu cérebro caminhar lado a lado com a minha emoção.
Depois da abertura, o primeiro palestrante foi o ex Secretário da Educação e Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita.
O título da sua palestra era: Saberes em Movimento, onde ele faz uma reflexão do ofício do educador.
"Será que realmente eu nasci para isso?", e cita como exemplo Clarice Lispector :
“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
E é com base no amor e no olhar mais humano que o ofício do professor está interligado na transformação dos seus alunos e na reflexão pessoal.
Explanou bastante sobre a relação professor X aluno, tanto afetiva como profissional.
E terminou dizendo que o ofício de educar é movimentado com amor.
Depois, tivemos o prazer de ouvir a psicóloga especialista em educação Rosely Sayão falando sobre Família e Limites.
Fez um panorama histórico da família brasileira. Dividiu em dois tempos: antes de 1970 e após 1970. Fazendo uma comparação bastante interessante, dizendo que as crianças não estão mal educadas como dizem os pais, os professores e a sociedade. Elas estão sim, muito bem educadas para o mundo que vivemos hoje: consumista e imediatista.
Até então, eu tinha curtido muito as palestras, e como os palestrantes expuseram os temas de maneira clara e concisa.
Então teve um breve intervalo para que pudéssemos assistir a última palestra.
Sabia da competência do palestrante, mas estava no fundo receosa. Pois fiquei com medo que fosse mais um daqueles intelectuais que falam, falam, e que todo mundo fica com cara de ponto de interrogação no meio da testa.
Então, para minha plena felicidade, me enganei.
Demétrio Magnoli é fascinante. Convivência nas diferenças era o tema da sua fala, e qualquer coisa que eu escreva aqui é absolutamente insignificante perto do que eu ouvi.
Assim que minhas finanças voltarem ao normal, comprarei o seu último livro: Uma gota de sangue.
O segundo dia foi tão bom quanto o primeiro.
Artur Motta com o tema Biodiversidade e escola: a natureza do humano é a cultura, nos fez perceber quão grande e rico é o universo escolar, com todas as suas diferenças existentes e o quanto isso pode ser positivo no processo ensino-aprendizado.
Sempre tive interesse em entender e conhecer melhor as crianças com Síndrome de Down, por isso optei em ouvir o palestrante Moacyr Daemon, que além de fonoaudiólogo, trabalhou como consultor da Rede Globo na novela Páginas da Vida que mostrava as dificuldades, preconceitos de uma personagem com a síndrome.
Foi muito interessante e produtivo ver de perto o trabalho sério realizado por esse nomeado profissional, e de como acontece todo o desenvolvimento dessas crianças.
Fazendo uma ponte com a fala do Chalita, o principal fator motivador que essas crianças precisam é amor.
Depois foi a vez de Rita Ribes , entre outros, coordenadora do Grupo de Pesquisa: Infância, Mídia e Educação, falar a respeito desses problemas que acontecem dentro do âmbito escolar, não apenas em escolas particulares mas como públicas, pois é evidente como as crianças independente da classe social se deixam levar pelo consumismo excessivo.
Para finalizar o segundo dia, fechando com chave de ouro, ouvi uma palestra que está abrindo muito a minha mente em relação como trabalhar a Leitura em sala de aula.
Suzana Vargas, trabalha na Casa da Leitura/Proler, é a criadora e coordenadora há 14 anos da Estação das Letras. Conta com 15 livros publicados.
Uma indagação minha que ficou foi: como fazer com que a leitura torne-se mais interessante e fascintante que o mundo tecnológico em que estamos vivendo? Um mundo em que as crianças tem prazeres imediatos em que não precisam se esforçar muito para aprender e entender o que está em jogo. Como????
Tenho trabalhado de maneiras diversas com meus pequenos, espero que um dia o efeito desejado aconteça.
Fé, perseverança, estudo, amor e muito trabalho, sei que caminham comigo.. e quem caminha, um dia chega ao local desejado!
Material do Sinepe Rio falando sobre o Congresso
Clique aqui
Apesar da minha indignação com a minha classe profissional, eu tive dois dias de puro êxtase.
Pela primeira vez senti meu cérebro caminhar lado a lado com a minha emoção.
Depois da abertura, o primeiro palestrante foi o ex Secretário da Educação e Juventude, Esporte e Lazer do Governo do Estado de São Paulo, Gabriel Chalita.
O título da sua palestra era: Saberes em Movimento, onde ele faz uma reflexão do ofício do educador.
"Será que realmente eu nasci para isso?", e cita como exemplo Clarice Lispector :
“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”
E é com base no amor e no olhar mais humano que o ofício do professor está interligado na transformação dos seus alunos e na reflexão pessoal.
Explanou bastante sobre a relação professor X aluno, tanto afetiva como profissional.
E terminou dizendo que o ofício de educar é movimentado com amor.
Depois, tivemos o prazer de ouvir a psicóloga especialista em educação Rosely Sayão falando sobre Família e Limites.
Fez um panorama histórico da família brasileira. Dividiu em dois tempos: antes de 1970 e após 1970. Fazendo uma comparação bastante interessante, dizendo que as crianças não estão mal educadas como dizem os pais, os professores e a sociedade. Elas estão sim, muito bem educadas para o mundo que vivemos hoje: consumista e imediatista.
Até então, eu tinha curtido muito as palestras, e como os palestrantes expuseram os temas de maneira clara e concisa.
Então teve um breve intervalo para que pudéssemos assistir a última palestra.
Sabia da competência do palestrante, mas estava no fundo receosa. Pois fiquei com medo que fosse mais um daqueles intelectuais que falam, falam, e que todo mundo fica com cara de ponto de interrogação no meio da testa.
Então, para minha plena felicidade, me enganei.
Demétrio Magnoli é fascinante. Convivência nas diferenças era o tema da sua fala, e qualquer coisa que eu escreva aqui é absolutamente insignificante perto do que eu ouvi.
Assim que minhas finanças voltarem ao normal, comprarei o seu último livro: Uma gota de sangue.
O segundo dia foi tão bom quanto o primeiro.
Artur Motta com o tema Biodiversidade e escola: a natureza do humano é a cultura, nos fez perceber quão grande e rico é o universo escolar, com todas as suas diferenças existentes e o quanto isso pode ser positivo no processo ensino-aprendizado.
Sempre tive interesse em entender e conhecer melhor as crianças com Síndrome de Down, por isso optei em ouvir o palestrante Moacyr Daemon, que além de fonoaudiólogo, trabalhou como consultor da Rede Globo na novela Páginas da Vida que mostrava as dificuldades, preconceitos de uma personagem com a síndrome.
Foi muito interessante e produtivo ver de perto o trabalho sério realizado por esse nomeado profissional, e de como acontece todo o desenvolvimento dessas crianças.
Fazendo uma ponte com a fala do Chalita, o principal fator motivador que essas crianças precisam é amor.
Depois foi a vez de Rita Ribes , entre outros, coordenadora do Grupo de Pesquisa: Infância, Mídia e Educação, falar a respeito desses problemas que acontecem dentro do âmbito escolar, não apenas em escolas particulares mas como públicas, pois é evidente como as crianças independente da classe social se deixam levar pelo consumismo excessivo.
Para finalizar o segundo dia, fechando com chave de ouro, ouvi uma palestra que está abrindo muito a minha mente em relação como trabalhar a Leitura em sala de aula.
Suzana Vargas, trabalha na Casa da Leitura/Proler, é a criadora e coordenadora há 14 anos da Estação das Letras. Conta com 15 livros publicados.
Uma indagação minha que ficou foi: como fazer com que a leitura torne-se mais interessante e fascintante que o mundo tecnológico em que estamos vivendo? Um mundo em que as crianças tem prazeres imediatos em que não precisam se esforçar muito para aprender e entender o que está em jogo. Como????
Tenho trabalhado de maneiras diversas com meus pequenos, espero que um dia o efeito desejado aconteça.
Fé, perseverança, estudo, amor e muito trabalho, sei que caminham comigo.. e quem caminha, um dia chega ao local desejado!
Material do Sinepe Rio falando sobre o Congresso
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2 comentários:
Realmente um grande evento na área da Educação. Tenho certeza de que você cresceu mais um pouquinho ao participar desta experiência. Admiro sua vontade de crescer e expandir a mente, de modo a devotar todo esse aprendizado aos seus alunos. Ainda hei de lhe ver como palestrante num desses Congressos!
É preciso pensar e fecundar ideias para uma Educação melhor!
bjs
M.
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