quarta-feira, 29 de junho de 2011

Maternidade e a atualidade


Meu ventre por muitas vezes soluçou clamando por um filho.
Um filho adiado, a idade chegando, objetivos que precisam ser cumpridos.
Preciso lutar para ter a minha segurança pessoal para poder dar o mínimo necessário para aquele(a) que dará  o sentido final para a minha vida.
Eu sei que depois de uma certa idade a mulher vai perdendo o seu potencial para gerar a vida, mas meu coração nunca perderá essa capacidade.
Claro que gostaria de ter aquele que carregasse o meu DNA, mas se o tempo for ingrato  sei que existe milhares de crianças que esperam por braços que possam envolvê-los com o calor do amor.
Fico revoltada quando leio notícias relatando o abandono de recém nascidos nos lixos do nosso país, e mais revoltada quando percebo a burocracia exigida para adotar uma criança.
A mulher pode abandonar sem escrúpulos, corações cheios de benevolência passam por investigações inúteis, pois recentemente presenciamos pelos jornais o caso da juíza que maltratava a sua filha adotiva.
Até onde essa rigorosidade é sinal de um final feliz????
Hoje, tenho 32 "filhos". Meus alunos me dão a alegria que tanto preciso para continuar a minha caminhada.
Olhar certos rostinhos, e deparar com o brilho de seus olhares é pura magia. Não me vejo sem eles. Não me vejo sem as futuras crianças que estarão comigo ano que vem, e no próximo, e no próximo...
Eu nasci apenas para amar!!!!


PS. Um dia eu sonhei com o meu filho, era um menino. Para ler sobre o sonho, clique aqui.

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