Hoje fiquei extremamente triste, muito triste. Um aluno teve uma atitude violenta contra mim e eu fiquei muito magoada. Primeiro disse para me ferrar e depois veio para cima de mim como se fosse me bater, na hora a diretora entrou na sala. Gostaria de ter resolvido a situação sozinha mas foi importante a sua ajuda. Outro aluno vive me "tirando" e falando palavrão, fiquei sabendo que ele é usuário de maconha, detalhe ambos tem 10 anos!!!!
Nunca pensei em viver isso. Minha sala é atípica mode extreme. Hoje tive uma conversa franca com a diretora e disse que nunca havia trabalhado com uma sala assim e no nível que ela se encontra. Procuro atividades que dão prazer a eles para poder depois seguir com o conteúdo.
É um stress diário, ontem parei no PS para tomar injeção na veia por conta que meu estômago atacou. Ando sem vontade de ir trabalhar, mas em contrapartida agora é questão de honra!!!!!!!!!!!!!!
(Desculpem a sequência de exclamações, é apenas para dar ênfase).
Espero futuramente escrever palavras lindas de desenvolvimento da minha turma. Não sou santa, não faço milagres mas lutarei até o fim.
Bem, vamos falar um pouco sobre os poucos momentos bons desta agitada terça!
As pessoas não observam mais, ficam alienadas com seus celulares o tempo todo. Outro dia presenciei um lindo arco-íris no céu enquanto todos estavam voltados para suas mini telas.
Quem não observa não analisa, não interpreta, não critica...
Conversei a respeito da importância do observar com minhas crianças, que temos que fazer esse exercício diariamente, e hoje o dia estava bem convidativo.
Minha escola é privilegiada, tem uma área deliciosa e levei as crianças para realizarem um exercício simples: observar o espaço e desenhar da maneira que cada um sentisse aquele lugar. O objeto a ser admirado era a goiabeira que tem no Ronaldo e para isso elas precisariam sentar-se a sua frente.
Mas qual o quê, meu camarada!!! Grande parte das crianças desejaram estar debaixo da sua musa. Tem como contrariar?
Não foi uma tarefa fácil no seu todo mas não foi impossível.
Alguns resultados me surpreenderam em TODOS OS ASPECTOS.
Preciso me policiar apenas para não analisar os desenhos psicopedagogicamente!!!!!
Ai, como é difícil! ;)
terça-feira, 3 de março de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Terra, planeta água
Trabalhei com as crianças com um encarte promocional de um supermercado da região nas áreas de LP e Matemática.
Fiz a molecadinha pensar e procurar.
Quanta dificuldade. Muitas vezes tenho vontade de sentar, orar e chorar.
É uma turma atípica porém ela logo vai ficar redondinha porque eu acredito e sei que é assim que Deus quer e vai me ajudar.
Um aluno no final da atividade exclamou: vamos guardar esse jornal para fazermos dobradura!
Mal sabia ele que para o dia seguinte estava programando uma atividade que iria envolver a tal dobradura, eu só não havia pensado em utilizar o material que sobrou. E foi isso mesmo que eu fiz. Emoticon winkFalando nisso:
"Professores de Educação Infantil, pelo amor de Deus, esqueçam um pouco o be-a-bá e desenvolvam essa habilidade nos seus alunos. Como faz falta num quinto ano!"
Já que o assunto do momento é a problemática da água no estado de São Paulo, 4ª e 5ª trabalhei esta temática.
Dei a letra Planeta Água com palavras faltando para eles completarem.
Um parto de fórceps, mas nasceu!
Depois partimos para a dobradura.
Outro parto!
Meu Deus, eu enlouqueço!
Acho que no final do ano terei mil filhos dos partos que realizarei.
Fizemos um copo amigo com a sobra do encarte e depois cada um escreveu em uma gota feita de papel uma atitude para preservar e economizar a água.
Ficou legal!!!!
E sem eu pedir no meio da atividade começaram a cantar a música que estava no caderno.
Fiz a molecadinha pensar e procurar.
Quanta dificuldade. Muitas vezes tenho vontade de sentar, orar e chorar.
É uma turma atípica porém ela logo vai ficar redondinha porque eu acredito e sei que é assim que Deus quer e vai me ajudar.
Um aluno no final da atividade exclamou: vamos guardar esse jornal para fazermos dobradura!
Mal sabia ele que para o dia seguinte estava programando uma atividade que iria envolver a tal dobradura, eu só não havia pensado em utilizar o material que sobrou. E foi isso mesmo que eu fiz. Emoticon winkFalando nisso:
"Professores de Educação Infantil, pelo amor de Deus, esqueçam um pouco o be-a-bá e desenvolvam essa habilidade nos seus alunos. Como faz falta num quinto ano!"
Já que o assunto do momento é a problemática da água no estado de São Paulo, 4ª e 5ª trabalhei esta temática.
Dei a letra Planeta Água com palavras faltando para eles completarem.
Um parto de fórceps, mas nasceu!
Depois partimos para a dobradura.
Outro parto!
Meu Deus, eu enlouqueço!
Acho que no final do ano terei mil filhos dos partos que realizarei.
Fizemos um copo amigo com a sobra do encarte e depois cada um escreveu em uma gota feita de papel uma atitude para preservar e economizar a água.
Ficou legal!!!!
E sem eu pedir no meio da atividade começaram a cantar a música que estava no caderno.
Sabe o que fascina no meu trabalho?
O inusitado, a surpresa, o tudo e o nada.
A criança precisa permitir se expressar e tornar sua voz ativa. Expor o que pensa, e nós precisamos respeitá-la e desenvolvê-la para o caminho justo.
O inusitado, a surpresa, o tudo e o nada.
A criança precisa permitir se expressar e tornar sua voz ativa. Expor o que pensa, e nós precisamos respeitá-la e desenvolvê-la para o caminho justo.
Na aula de Educação Artística, adorei ouvir sobre o que as crianças acreditam e pensam a respeito da arte.
Arquitetura, dança, escultura não fazem parte da concepção pessoal da turma.
Para ela o colorido é o que conta, o belo.... cada conceito fantástico foi exposto no nosso bate-papo.
Uma ao ver as pirâmides do Egito se enervou com a outra que havia dito que aquilo não era arte:
- CLARO QUE É! É UMA DAS MARAVILHAS DO MUNDO! VOCÊ NÃO SABE?
Para ela o colorido é o que conta, o belo.... cada conceito fantástico foi exposto no nosso bate-papo.
Uma ao ver as pirâmides do Egito se enervou com a outra que havia dito que aquilo não era arte:
- CLARO QUE É! É UMA DAS MARAVILHAS DO MUNDO! VOCÊ NÃO SABE?
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
A dificuldade reina!
Desde que iniciei a lecionar nunca tive uma sala de aula tão difícil. Extremamente!!!! Sinto que ela foi montada especialmente para mim.
Pode ser impressão, mas é isso que eu penso. Por qual razão? Ainda não descobri.
Tenho 24 alunos, vocês me dirão: "Só e ainda reclama?"
Só, por enquanto, mas são alunos que valem por uns 100. Não que eles sejam indisciplinados mas o fardo que estou carregando é grande !
Olho para a carinha deles e penso: por onde começar? O que fazer? Como fazer?
Estou com planos, projetos e ideias. Tenho diariamente enfrentado uma guerra dentro daquela sala. Estou na segunda semana e por incrível que pareça desgastada emocionalmente.
Meus casos são ultra complexos, preciso com urgência parcerias que teoricamente existem mas sabe-se lá quando essas crianças serão atendidas por esses profissionais?
Escola pública.
Saúde pública.
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
Socorro!!!
Já gritei para mim e briguei com meu interior para não me envolver e permanecer distante disso tudo. E eu consigo?
Chego em casa e os 24 acabam vindo comigo. Tento mandá-los embora, e eles não vão! Sacanagem, né?
Hoje, um menino que conheço sua história, meio que desabou. A razão pelo choro não foi a demonstrada: somente porque eu pedi para ele terminar de copiar as três últimas linhas da lição antes de ir à aula de Educação Física. Posso ser durona mas as lágrimas de uma criança ferem meu coração. Foi um meio que ele encontrou de colocar para fora o que tanto o incomoda internamente, mas tinha que ser comigo????
Eu fico sem chão.
Quero dar felicidade a ele mas ele precisa querer recebê-la.... Será?
São tantos os questionamentos, tantas angústias, tantas dores... e eu sou uma. Apenas uma!
Pode ser impressão, mas é isso que eu penso. Por qual razão? Ainda não descobri.
Tenho 24 alunos, vocês me dirão: "Só e ainda reclama?"
Só, por enquanto, mas são alunos que valem por uns 100. Não que eles sejam indisciplinados mas o fardo que estou carregando é grande !
Olho para a carinha deles e penso: por onde começar? O que fazer? Como fazer?
Estou com planos, projetos e ideias. Tenho diariamente enfrentado uma guerra dentro daquela sala. Estou na segunda semana e por incrível que pareça desgastada emocionalmente.
Meus casos são ultra complexos, preciso com urgência parcerias que teoricamente existem mas sabe-se lá quando essas crianças serão atendidas por esses profissionais?
Escola pública.
Saúde pública.
Grrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
Socorro!!!
Já gritei para mim e briguei com meu interior para não me envolver e permanecer distante disso tudo. E eu consigo?
Chego em casa e os 24 acabam vindo comigo. Tento mandá-los embora, e eles não vão! Sacanagem, né?
Hoje, um menino que conheço sua história, meio que desabou. A razão pelo choro não foi a demonstrada: somente porque eu pedi para ele terminar de copiar as três últimas linhas da lição antes de ir à aula de Educação Física. Posso ser durona mas as lágrimas de uma criança ferem meu coração. Foi um meio que ele encontrou de colocar para fora o que tanto o incomoda internamente, mas tinha que ser comigo????
Eu fico sem chão.
Quero dar felicidade a ele mas ele precisa querer recebê-la.... Será?
São tantos os questionamentos, tantas angústias, tantas dores... e eu sou uma. Apenas uma!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Sobre o aborto...
Sim, sou contra o aborto mas nunca condenei nenhuma mulher que o fez e nem bato de frente querendo impor a minha opinião com quem é a favor.Cada um na sua! Mas hoje cheguei a conclusão que estamos dentro de uma sociedade com milhares de "abortos" vivos que cruzam o nosso caminho.
Filhos gerados a custa de bolsas.
Filhos que a rua toma conta.
Filhos violentados.
Filhos desprezados.
Como isso me fere!!!! Como estou sangrando!
Sempre desejei ser mãe e isso não é segredo para ninguém. Acredito que já expressei esse meu sentimento em algum post perdido no tempo.
Muitas vezes meu ventre gritou e eu precisei silenciá-lo pois não era o momento: falta de grana, sem profissão, sem um emprego que pudesse prover o sustento do meu filho, sem muitas perspectivas. Certo ou errado optei em lidar com essa questão racionalmente.
Lutei para chegar no degrau que sempre desejei. Para você pode não ser muita coisa mas morro de orgulho do meu diploma e da profissão que exerço.
Hoje aos 39 anos não sei se ainda terei ou não um filho, isso já entreguei nas mãos de Deus. Não vou sofrer por aquilo que não me pertence mais.
Minha profissão acalanta o meu desejo.
Não!
Não me sinto mãe dos meus alunos, sou apenas a professora que fica com eles 4 horas por dia, (quando tem Educação Física o tempo diminui para 3), mas isso não impede que um vínculo seja criado, que um amor seja gerado, que laços sejam construídos. Para mim é inadmissível o fazer mal a um ser indefeso que não pediu para nascer. Desculpem mas essa é a verdade, nem eu e nem você pedimos para vir a esse mundo caótico, mas já que aqui estamos vamos enfrentá-lo. E me dói , me rasga a alma ao conhecer algumas histórias das vidas que estão em minhas mãos.
Eu sei o que você está pensando: faça a sua parte, a sua obrigação, mas como????????
Como me dividir e principalmente dividir uma criança que em seu pouco tempo de vida passou por situações que eu batendo na porta dos 40 nunca imaginei viver????
Como fazer com que acredite em si própria se o que ela tem é apenas o desprezo de quem a gerou?
Como ????
Eu não sei, só sei que dói.
E muito!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Voltando...
Fiquei sumida, né?
Claro, surtei.
Surtei!
E não foi no sentido figurado, fiquei afastada desde setembro e estou voltando agora ao trabalho.
Percebi que as coisas não estavam bem principalmente por conta de um feedback dos meus alunos
- Tia, a senhora não anda bem!
E não andava.
Foi uma sequência de acontecimentos em todos os âmbitos da minha vida. Coisas que guardei, que superei falsamente, problemas e mais problemas. Não sou uma super mulher, apenas um ser humano que assim como as máquinas também falha.
A internet tem seu lado bom e seu lado perigoso. Muitas vezes não posso realmente escrever o que eu penso e sinto pois pode chegar em olhos que interpretarão aquilo que melhor convir.
Então deixo aqui uma lacuna de sentimentos guardados e que precisei reelaborá-los para prosseguir. Enterrar mágoas não é fácil mas é necessário para continuar a ser o que sempre se foi, e melhor!
Minha nova turma, pra variar, é um 5º ano muito, mas muito difícil.
Então vocês me perguntam: como assim? Em qual aspecto?
EM TODOS!
Social, pedagógico, familiar, disciplinar...
Para ter ideia hoje já precisei inaugurar o caderno de ocorrência. Nesse momento se faz necessário.
Preciso levantar o histórico desses alunos com mais calma,
Preciso elaborar novos projetos.
Preciso resgatar essas vidas.
Como??
Deus mostrará o caminho, tenho certeza.
Força e desejo eu tenho dentro de mim.
Que esse ano possa ser maravilhoso e que logo eu possa voltar a contar coisas lindas que vivenciarei!
Bora trabalhar, a tarefa é árdua!
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Depois de algum tempo...
Nem sei por onde começar... São e sempre foram tantas emoções.
Minha vida está muito ligada à sala de aula. Sou uma professora realizada, mesmo diante de tudo o que vem me ocorrendo. Mesmo que eu me sinta só diante de uma sala de professores cheia. Mesmo com toda a dificuldade que passo e sempre passarei dentro da minha profissão. A magia sempre fala mais alto, o encantamento sempre me envolve e eu continuo seguindo feliz.
Amo, não nego, cada criança que passou por mim. Únicas!
Essa minha turma eu denominaria : 5º ano MEL. Sim, é uma turma muito doce, e eu sou muito abençoada em tê-la comigo. Todos os dias quando piso no meu cantinho mágico eu sinto o amor crescendo em mim.
Claro que alguns que leem meu blogue vão pensar: "Essa mulher é doida, sempre elogia a turma que trabalha, como dar trela à ela? "
Simples, meu caro leitor, cada turma é única e especial. Em cada ano que leciono aprendo tanto, me envolvo tanto que não tem como ser diferente.
Bem, antes de entrarmos de férias consegui finalmente levar a minha classe para o Catavento Cultural e Educacional na cidade de São Paulo.
Não tenho palavras para descrever a felicidade dessa molecada.
É impossível! O brilho do olhar de cada rostinho era mágico. Educar é ser e fazer o outro feliz!
Se envolveram em cada experiência, em cada novo aprendizado. Por que preciso ficar tanto tempo presa na sala de aula se eu tenho um mundo para explorar com meus pequenos? Queria tanto mais subsídios para proporcionar constantemente atividades assim!
Sabe, a cada ano que passa me torno mais crítica, mais chata, mais exigente. Não com meus alunos, mas em relação ao sistema falido de ensino que vivenciamos. Tenho o sangue sonhador do meu pai e continuo sonhando com uma escola feliz, colorida, cheia de vida! Um lugar onde as crianças possam frequentar não apenas pela obrigação da presença da bolsa família, mas sim por ter o simples prazer de encontrar com o saber e de se encontrar.
Continuo trabalhando a criticidade com minha turma, faço cada um pensar, analisar os fatos ocorridos. Quero poder proporcionar a segurança do direito da liberdade de expressão, dos laços afetivos construídos baseados no respeito, de novos horizontes. Quero ver o desenvolvimento dos meus educandos, e um dia encontrá-los no futuro como cidadãos de bem.
Esses dias uma aluna minha viu que a amiga era a única atrasada na atividade, e eu não podia continuar se ela não acompanhasse a turma. Então ela tomou a iniciativa de deixar o caderno da amiga completo. Copiou por livre espontânea vontade, com o coração puro.
Outra comprou sorvete para as amigas que não tinham dinheiro, ficou sem sorvete a semana inteira, mas ganhou o meu respeito, a minha admiração e Deus teve ter se orgulhado daquele simples gesto altruísta.
Essa turma está aberta para a vida, o coração é grande, abraça as ideias e é feliz.
E eu sou muito mais por ter o privilégio de ter crianças tão especiais na minha caminhada.
Amanhã vou trabalhar Tchaikovsky e Monet...E é fantástico ver como eles absorvem tudo com respeito e curiosidade.
Vou tentar ser mais presente por aqui! Mas às vezes o encantamento é tão grande que me faltam palavras!
Minha vida está muito ligada à sala de aula. Sou uma professora realizada, mesmo diante de tudo o que vem me ocorrendo. Mesmo que eu me sinta só diante de uma sala de professores cheia. Mesmo com toda a dificuldade que passo e sempre passarei dentro da minha profissão. A magia sempre fala mais alto, o encantamento sempre me envolve e eu continuo seguindo feliz.
Amo, não nego, cada criança que passou por mim. Únicas!
Essa minha turma eu denominaria : 5º ano MEL. Sim, é uma turma muito doce, e eu sou muito abençoada em tê-la comigo. Todos os dias quando piso no meu cantinho mágico eu sinto o amor crescendo em mim.
Claro que alguns que leem meu blogue vão pensar: "Essa mulher é doida, sempre elogia a turma que trabalha, como dar trela à ela? "
Simples, meu caro leitor, cada turma é única e especial. Em cada ano que leciono aprendo tanto, me envolvo tanto que não tem como ser diferente.
Bem, antes de entrarmos de férias consegui finalmente levar a minha classe para o Catavento Cultural e Educacional na cidade de São Paulo.
Não tenho palavras para descrever a felicidade dessa molecada.
É impossível! O brilho do olhar de cada rostinho era mágico. Educar é ser e fazer o outro feliz!
Se envolveram em cada experiência, em cada novo aprendizado. Por que preciso ficar tanto tempo presa na sala de aula se eu tenho um mundo para explorar com meus pequenos? Queria tanto mais subsídios para proporcionar constantemente atividades assim!
Sabe, a cada ano que passa me torno mais crítica, mais chata, mais exigente. Não com meus alunos, mas em relação ao sistema falido de ensino que vivenciamos. Tenho o sangue sonhador do meu pai e continuo sonhando com uma escola feliz, colorida, cheia de vida! Um lugar onde as crianças possam frequentar não apenas pela obrigação da presença da bolsa família, mas sim por ter o simples prazer de encontrar com o saber e de se encontrar.
Continuo trabalhando a criticidade com minha turma, faço cada um pensar, analisar os fatos ocorridos. Quero poder proporcionar a segurança do direito da liberdade de expressão, dos laços afetivos construídos baseados no respeito, de novos horizontes. Quero ver o desenvolvimento dos meus educandos, e um dia encontrá-los no futuro como cidadãos de bem.
Esses dias uma aluna minha viu que a amiga era a única atrasada na atividade, e eu não podia continuar se ela não acompanhasse a turma. Então ela tomou a iniciativa de deixar o caderno da amiga completo. Copiou por livre espontânea vontade, com o coração puro.
Outra comprou sorvete para as amigas que não tinham dinheiro, ficou sem sorvete a semana inteira, mas ganhou o meu respeito, a minha admiração e Deus teve ter se orgulhado daquele simples gesto altruísta.
Essa turma está aberta para a vida, o coração é grande, abraça as ideias e é feliz.
E eu sou muito mais por ter o privilégio de ter crianças tão especiais na minha caminhada.
Amanhã vou trabalhar Tchaikovsky e Monet...E é fantástico ver como eles absorvem tudo com respeito e curiosidade.
Vou tentar ser mais presente por aqui! Mas às vezes o encantamento é tão grande que me faltam palavras!
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Ausência
Como ando relapsa!
Tenho que voltar com meu blogue, mas para isto preciso me reestruturar emocionalmente,
Não ando legal!
Semana que vem pensarei em algo!
Até breve!
Tenho que voltar com meu blogue, mas para isto preciso me reestruturar emocionalmente,
Não ando legal!
Semana que vem pensarei em algo!
Até breve!





