quarta-feira, 26 de maio de 2010

TO P DA VIDA....

Ai, tanto tempo que não venho no meu cantinho!
Tantas mudanças na minha vida que estou ainda me adaptando a todas elas.
Hoje, especialmente, venho apenas dizer que eu estou P da vida.
Depois de algumas reflexões pessoais, de ouvir algumas falas sobre a Educação, e de abrir o armário que continha todo o material que eu estudei na faculdade, me baixou uma revolta tão grande! Tantas teorias furadas, tantas falas lindas, tantos contos de fadas escrito por especialistas... só que a prática, o dia-a-dia é bem diferente  e para me sentir um pouco mais aliviada, rasguei todas aquelas malditas apostilas que só me tiraram o sono durante a época das provas. Argh!!!
Amo o que eu faço, fiz um juramento na minha formatura e vou cumprir até o final desse meu caminho, mas que o sangue ferve perante algumas situações, ah! isso eu não posso negar. E perante esse quadro caótico que se encontra o nosso sistema educacional percebo claramente quem são os maiores prejudicados!!!
Aqueles que construirão o nosso futuro.
QUE ÓDIO!!!!!

sábado, 10 de abril de 2010

MARCIA CARDOSO EM TRILHOS E LETRAS...

EU SÓ RECOMENDO ALGO QUANDO REALMENTE EXISTE UMA EXCELENTE QUALIDADE INDISCUTÍVEL.
NO RIO DE JANEIRO, DIA 30/04 HAVERÁ O LANÇAMENTO DO LIVRO TRILHOS E LETRAS - UMA ANTOLOGIA DO TREM, QUE A MINHA AMIGA DO CORAÇÃO E ESCRITORA PREFERIDA, MARCIA CARDOSO PARTICIPA COM SEU LINDÍSSIMO POEMA, "TRILHOS DE LUZ".
VALE A PENA CONFERIR!!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A sala de aula é um mundo....

A cada dia que passa, eu amo mais o que faço, e muito mais com quem eu faço.
Lecionar  me realiza. Não sou ainda uma excelente professora, mas estou caminhando para um dia chegar a ser. Eu me nego a ser apenas uma a mais, eu quero ser "A".
A sala de aula, esse espaço encantador para um educador, é um mundo. Lá encontramos pessoas de diversas personalidades, formações, caráteres,  histórias de vida..
Se uma relação a dois, inúmeras vezes, é complexa, imagine uma relação com 36!! Seres ímpares que na união formam o meu 5º ano B.
Não me sinto mais tão insegura. Erro, eu sei, mas sempre na tentativa do acerto.
Estava passando uns problemas matemáticos para minhas crianças, quando me viro para dar uma olhadinha na carinha deles, pego um aluno meu, quietinho mas parecia que o santo tinha tomado conta do corpo dele, cantando baixinho: é o pente, é o pente, é o pente (depois fiquei sabendo que era um funk).
Tentei chamar a atenção dele,  mas tava com uma cara para cair na gargalhada, que a molecada logo gritou:
- A tia ta querendo rir, olha lá!
- To querendo nada, copiem esses problemas e  logo!
Continuei escrevendo na lousa, e me viro novamente. Então pego a mesma criaturinha, no canto da sala, dançando e cantando rebolation. E o pior, a classe quietinha.
Acabei chamando a atenção do menino caindo na risada. Não sou de ferro, né? Ainda bem que logo o sinal bateu para eles irem embora.
Eu amo tudo isso!!!!!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ser professora é ter um coração cheio de amor!!!!


Vocês já devem estar cansados de ler a respeito do amor que tenho pelos meus alunos.
Amo mesmo, e daí?
Novo ano, nova turma, novos desafios.
Tanta coisa para eu aprender e ensinar, minha profissão  é mágica. Não existe outra igual no mundo. Única na sua essência. Ela é transformadora tanto para o docente como para o discente!
Realmente é  o trabalho que mais dá trabalho, te causa rugas, insônias. Você quer parar de pensar, mas não consegue.
Quem realmente trabalha na educação não bate muito bem das bolas, mas certamente tem um coração pleno de amor.
É esse amor que eu quero para a minha vida,  essa loucura toda é que me impulsiona para o futuro.
Hoje, pela primeira vez nesse ano, sai um pouco satisfeita da escola.
Sei que sou exigente, não nego. Não sei ser diferente, por mais que eu tente!
Além da aula ter sido tranquila. recebi um bilhete de uma doce menina, que de tudo que ela me disse o que mais me tocou fundo foi : " você mudou muita coisa em mim".
Essas palavras não há salário que pague. Professor realmente poderia ter uma remuneração maior, mas quando você recebe um papelzinho cheio de amor como o que eu recebi hoje, eu me senti com a minha conta bancária transbordando.
Eu sei que às vezes sou severa, sei que posso parecer brava, mas é simplesmente por amar  e acreditar demais nos meus pequenos (muitos maiores que eu) alunos.
Que venham os desafios!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Amor...

Como trabalhar uma classe com tanta diversidade????
Estou penando um bocado, eu sabia que seria um desafio esse meu trabalho!!!
Seres tão complexos com tão pouca idade!
Dentro da minha sala de aula eu tenho um mundo. Um mundo que aos poucos estou descobrindo, redescobrindo, lutando para que ele se torne melhor.
Converso sempre com minhas crianças, digo que o conhecimento é uma das poucas coisas que ninguém pode nos roubar, mas parece que falo grego!! Infelizmente percebo que a maioria é vítima do sistema. O sistema falho da educação brasileira e que o governo diz ser uma das suas prioridades!  Piada!
Desde quando as autoridades quer um povo educado, sábio, desvelado pela sabedoria? É muito mais fácil ser adeptos às teorias furadas que estão correndo por aí, atravancando o processo educacional, tornando  a futura geração cega e incrédula por um amanhã melhor.
Eu tenho amor ao que faço e quero tornar o mundo que eu enfrento diariamente melhor.
Um lugar onde todos possam ler, escrever, fazer contas.
Quero vê-los no futuro com  a cabeça erguida e o orgulho estampado nas faces por terem crescido, amadurecido e quando no auge do sucesso,  entendam que a professora que  muitas vezes foi severa, apenas sentia amor e desejava o melhor para cada um.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O grito que não foi o de Munch....


Hoje dei continuidade no assunto trabalhado essa semana, as diversas linguagens que usamos para nos expressar, e aproveitando o exemplo do livro didático para uma linguagem não verbal em que o quadro O Grito de Edward Munch era citado, utilizei-o para promover um debate com as crianças sobre a obra e os sentimentos que ela nos proporciona.
Foi muito interessante, sempre existe aqueles que são engraçadinhos que gostam de fazer piadas, mas existe os esforçados, que gostam de opinar, não temendo a opinião do outro. 
E hoje, fiquei extremamente feliz com o "grito" de um aluno que mal abre a boca na sala de aula. 
Ao perguntar quais os sentimentos que estavam ali expressados, ele disse:
- O sapato dele está apertado.
Houve burburinhos e risadinhas paralelas, e perguntei porque estavam rindo.
- Ele não tem pé - respondeu o esperto.
- Você não vê os pés dele, mas será que ele tem? Será que ele não tem? E se ele estiver mesmo usando um sapato apertado? Quem pode garantir que a resposta do nosso amigo está errada?
O menino olhou para mim , e ficou pensativo. 
Pedi para que eles fizessem uma releitura,  que não e prendessem apenas na figura do livro, mas para que eles dessem o seu próprio grito.
Foi difícil , me pareceu que as aulas de artes são apenas para reproduzir , copiar a obra do outro. Foram poucos os que ousaram. Tudo é uma questão de tempo!!!!
Espero que pela frente muitos outros gritos surjam durante as aulas!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Primeiro banho do Cascão - Maurício de Sousa

Há anos eu estava procurando uma crôncia que saiu na Folhinha de São Paulo, o primeiro banho do Cascão, na época da grande enchente em Santa Catarina
Lembro-me que eu era criança e aquilo me tocou de uma maneira tão profunda que ao terminar de ler aquelas palavras e ver a imagem daquele meu amiguinho ajudando os necessitados, lágrimas e mais lágrimas acabaram molhando meu jornalzinho.
Hoje, procurando um conteúdo para trabalhar com meus alunos, encontrei a mesma publicada no portal da turma da Mônica e a mesma sensação de tantos anos atrás voltou, talvez pelos atuais acontecimentos.
Maurício de Sousa, obrigada por todas as emoções durante esses meus 34 anos de vida!!

Mauricio de Sousa pede-nos que republiquemos um antigo texto seu, publicado pela primeira vez em 31 de julho de 1983, na folhinha de São Paulo. 
Essa crônica foi escrita num tempo em que as chuvas castigavam o Sul do país.

"Tudo tem uma primeira vez.
E o Cascão sentiu que era chegado o momento.
Ele havia escapado de banhos, chuvas e respingos por toda vida.
Mas hoje, por sua própria vontade, enfrentaria o sacrifício. Venceria o medo e entraria na água.
Engoliu em seco (é lógico) enquanto se preparava psicologicamente. Lembrou-se das inúmeras vezes em que escapou das armadilhas preparadas pela Mônica, pelo Cebolinha, até por sua mãe, que tentavam pegá-lo para o primeiro banho.
Jamais conseguiram.
Foi preciso que acontecesse algo mais forte do que uma coelhada da Mônica para se decidir.
E hoje ele já está pronto para o primeiro banho e para uma ação mais nobre.
Devagarinho, tateando com o dedão. Depois sentindo a água, sensação desconhecida, até os tornozelos. E em seguida, com água até a cintura, lá vai o Cascão, com uma trouxinha de roupas e biscoitos, em direção às crianças assustadas, ilhadas pela enchente de Santa Catarina."
(fonte: www.monica.com.br)