segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Assumir suas atitudes
Confesso aos meus leitores, que mais erro do que acerto. Sinto-me crua e tão inexperiente, mas apesar de todos os medos que sinto dentro do meu mundo particular, no profissional eu arrisco a fundo.
Não posso deixar passar em branco algumas falas dos meus alunos sem chamar-lhes a devida atenção.
Alguns, podem me criticar dizendo que são pequenos e que não entendem...
Como dizia a minha mãe, é de pequeno que se torce o pepino.
E o pepino se torce? Nunca entendi muito bem o que quer dizer, mas deixa para lá!
Hoje, houve um contratempo dentro da sala de aula , enquanto esperávamos a professora de Educação Física chamar a turma .
Acontece que ela precisou se ausentar por alguns minutos a serviço da escola.
Odeio injustiças, não só apenas com meus alunos, mas quando o mesmo acontece com uma companheira, eu a defendo com unhas e dentes, e foi isso que aconteceu hoje.
Ao ouvir a seguinte frase, fiquei uma arara:
- A professora não está querendo dar aula!
Na hora que essas palavras entraram dentro dos meus ouvidos, eu dei uma chamada neles!
Falei sobre julgar as pessoas de maneira errada, sem ter conhecimento verdadeiro dos fatos, falei sobre imprevistos, falei... falei... falei... e avisei que ele teria que repetir isso diante dela.
Sinto muito, essa situação não poderia ficar em brancas nuvens.
Então a professora chegou e com toda a boa vontade foi buscar meus pequenos.
- Por favor, repete para a professora o que você me disse! Virando-me para ela, disse: E a senhora, se depender de mim está dispensada.
Na frente dos alunos nos tratamos como senhora, professora, sempre usando palavras que demonstrem respeito.
O menino ficou branco, amarelo, roxo, azul... Não pensou que eu tomaria essa atitude.
Até que ele repetiu.
Então continuei meu discurso a respeito da importância de assumir o que se fala e as atitudes perante a sociedade. Que quando acreditamos em algo, ou se a pessoa têm razão, ela pode argumentar e defender o seu ponto de vista. Explanei sobre a importância da palavra proferida. E, que eu estava muito decepcionada com o restante da classe, pois ninguém levantou a voz a favor da professora, que a atitude de defender uma pessoa que está inocente, é muito valiosa e importante num convívio social, expondo com clareza o porquê dessa defesa, e que assim é com tudo na vida da gente.
Um outro aluno disse que seria injusto todos ficarem sem a atividade por causa de um, e eu disse que eles ficariam sim, porque além de tudo , ele estava incitando um tumulto e que algumas crianças já estavam aderindo a ideia.
Eles não piscavam, e no recreio uma aluna me disse que se sentiu envergonhada em não ter ido em defesa da professora, e que aquilo serviu como lição para ela.
Que bom! Espero que eles despertem do berço esplêndido!
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